Mares: Revista de Geografia e Etnociências https://revistamares.com.br/index.php/files <p>A “<strong>Mares: revista de geografia e etnociências</strong>” é uma publicação da Rede de Geografias da Pesca, que busca ampliar os debates relacionados a pesca e as comunidades pesqueiras do Brasil, e de outros países. É uma publicação proposta por Geógrafos, mas pretende promover o diálogo com áreas do conhecimentoscorrelatas, especialmente aquelascomprometidascom as etnociências. Também abre-se ao interconhecimento, recebendo artigos, cartas, e relatórios promovidos por movimentossociais e comunidades pesqueiras.</p> pt-BR <p>Autores tem permissão e são encorajados a submeter seus documentos a páginas pessoais ou portais institucionais, antes e após sua publicação neste periódico (sempre oferecendo a referência bibliográfica do item).</p> <p><strong>A revista é de livre acesso.</strong></p> <p><strong>Licença Creative Commons - CC BY - NC</strong></p> <p>Permite&nbsp;</p> <ul class="license-properties"> <li class="license share show">Compartilhar&nbsp;— copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato</li> <li class="license remix show">Adaptar&nbsp;— remixar, transformar, e criar a partir do material, contudo você deve dar o crédito apripriado&nbsp;e não pode usar o material para fins comerciais</li> </ul> <p><img src="/public/site/images/cqpgeo/creative2.png"></p> editor@revistamares.com.br (Cristiano Quaresma de Paula) editor@revistamares.com.br (Apoio Técnico) ter, 06 out 2026 12:31:50 -0300 OJS 3.1.2.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 CAMINHOS PARA FORMALIZAÇÃO DO ACORDO DE PESCA CAMETAENSE, PARÁ, BRASIL https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/217 <p>O município de Cametá, localizado entre dois grandes projetos econômicos (UHE Tucuruí e o Complexo Albras-Alunorte), possui uma pujante economia baseada na pesca artesanal e no extrativismo do açaí. Neste contexto, conflitos são questões presentes nestes espaços e estão ligados às lutas das comunidades tradicionais pelo reconhecimento dos seus direitos. Logo, existindo um estado de crise no uso dos recursos pesqueiros e como estratégia de permanência nos seus territórios, as comunidades pesqueiras estão desenvolvendo uma nova forma de pensar, adaptando-se às novas condições socioambientais impostas. Surge então o acordo de pesca como elemento central para reduzir as pressões sobre os recursos pesqueiros. Na compreensão de que a gestão pesqueira se comporta como um sistema complexo e interligado, há que considerar uma abordagem sistêmica, baseada no estudo das interações que ocorrem entre os diferentes atores sociais locais. Para tanto, o trabalho busca compreender como os acordos de pesca estão favorecendo uma transformação sistemática no manejo comunitário da pesca artesanal para resistir às pressões e incertezas contemporâneas e impulsionar o desenvolvimento local. Como resultado, espera-se compreender o paradigma atual, em busca de definir ações para uma transformação sistemicamente desejável, culturalmente viável e eticamente defensável no manejo comunitário da pesca artesanal de Cametá.</p> Jean Louchard Ferreira Soares Soares, Aquiles Simões Simões, Maria do Socorro Almeida Flores Maria do Socorro Almeida Flores Copyright (c) 2026 Jean Louchard Ferreira Soares Soares, Aquiles Simões Simões, Maria do Socorro Almeida Flores Maria do Socorro Almeida Flores https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/217 sex, 02 out 2026 11:58:07 -0300 CONFLITOS DE INTERESSES ENTRE O ESTADO E PESCADORES ARTESANAIS NA REALIDADE CARIOCA https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/232 <p>A relação entre o Estado e pescadores artesanais no Rio de Janeiro é permeada por uma série de conflitos de interesses, refletindo desafios significativos para as duas partes, mas que três perspectivas principais podem ser analisadas. A primeira perspectiva é a partir do Estado e como ele orienta o tratamento destinado aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) do país. A segunda perspectiva é a partir da percepção do estado do RJ legalizada a partir do plano de manejo da Reserva Biológica Estadual de Guaratiba (RBG). A terceira perspectiva é a partir da percepção dos próprios pescadores em relação às suas atividades. Desta forma, este artigo busca explorar as complexidades do relacionamento entre Estado e PCTs, bem como identificar elementos que não são consoantes com as demandas atuais no contexto de emergências ambientais, ou seja, identificar o que não está de acordo com o que se espera em um cenário de mudança nas relações com o meio ambiente. Neste caso, a análise se volta especificamente às implicações para as comunidades pesqueiras no contexto de Barra de Guaratiba, na zona oeste do município do Rio de Janeiro. Percebe-se uma contradição no diálogo entre as esferas do próprio Estado.</p> Fabrizio Barros Copyright (c) 2026 Fabrizio Barros https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/232 sex, 02 out 2026 11:59:39 -0300 TERRITÓRIO E TRADIÇÃO: A COMUNIDADE TRADICIONAL PESQUEIRA DA ILHA DA TOROTAMA, RIO GRANDE -RS https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/266 <p>A ilha da Torotama é uma comunidade pesqueira, que margeia o estuário da Lagoa dos Patos no município de Rio Grande, RS. Uma terra carregada de memórias e culturas, onde os moradores, em sua maioria pescadoras e pescadores, preservam suas tradições e compartilham histórias que atravessam gerações, tanto com seu modo de vida na pesca quanto, quanto na cultura da comunidade, que é orgulhosamente passada de geração em geração. Ao longo dos anos, a comunidade se consolidou como um território tradicional de pesca, enfrentando desafios que são muitas vezes difíceis de superar, mas cultivando sua identidade e seu modo de vida. Uma comunidade pequena que é um elo entre outras comunidades pesqueiras. E que mantem sua escola e posto de saúde, além eventos marcantes que fazem dessa, uma comunidade única por seu modo de vida.</p> Rubilaine Borges da Costa, Juliane Teixeira Copyright (c) 2026 Rubilaine Borges da Costa, Cristiano quaresma de Paula https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/266 seg, 05 out 2026 11:47:55 -0300 VOZES DO MAR: ETNOCONHECIMENTO E A COMUNIDADE PESQUEIRA DE BAÍA FORMOSA/RN https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/253 <p>O Etnoconhecimento, juntamente a enfoques participativos, busca integrar os agentes locais que agem sobre a paisagem e buscam a sua preservação. Este trabalho tem como objetivo analisar a importância do Etnoconhecimento como um conjunto de saberes tradicionais inerentes à comunidade pesqueira no município de Baía Formosa/RN. A pesquisa foi realizada com um grupo de 30 pescadores artesanais no município supracitado e dividiu-se em três fases: revisão de literatura, análise de dados e diagnóstico participativo. Na revisão de literatura, obras de autores como Borges, Britto, Bautista (2008), Almeida et al. (2016), Freire (2015) e Diegues (2000, 2001) foram consultadas para estabelecer uma base teórica. Na fase de análise, informações foram compiladas e discutidas com a comunidade local. Durante o diagnóstico participativo, o grupo de 30 pescadores identificou potencialidades e problemas socioambientais. Os resultados evidenciam que o Etnoconhecimento fortalece a identidade cultural e promove práticas sustentáveis. Conclui-se que a valorização desses saberes é essencial para a resiliência da comunidade frente às mudanças ambientais e socioeconômicas.</p> Laricia Gomes Soares, Juliana Felipe Farias Copyright (c) 2026 Laricia Gomes Soares, Juliana Felipe Farias https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/253 sex, 02 out 2026 12:09:05 -0300 OS EMBATES EM TORNO DA LEI DO TRANSPORTE ZERO NO ESTADO DE MATO GROSSO- PANTANAL NORTE https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/239 <p>O objetivo deste artigo é contribuir para o entendimento da gestão dos recursos pesqueiros pelo estado de Mato Grosso, investigando os aspectos legais que permeiam a Lei Ordinária n° 12.197/2023 do referido estado, popularmente conhecida como Lei do Transporte Zero. A pesquisa é baseada nas fontes de informações disponíveis, para apresentar os aspectos territoriais do estado e evidenciar as repercussões negativas da lei sobre a vida dos pescadores profissionais e de seus familiares, além de descrever a atual situação da lei, que aguarda regulamentação, mas que entra em vigor no dia primeiro de janeiro de 2024.</p> DAIANE SOUZA MARTINS NIECZAY Copyright (c) 2026 DAIANE SOUZA MARTINS NIECZAY https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/239 sex, 02 out 2026 12:06:37 -0300 O QUE É SER PESCADORA ARTESANAL? https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/285 <p><span style="font-weight: 400;">A participação das mulheres na pesca artesanal vai muito além da etapa de captura do pescado, compreendendo diferentes atividades de pré e pós-captura, como a confecção e o reparo de petrechos e embarcações, o beneficiamento e a comercialização do pescado, assim como o trabalho reprodutivo necessário à manutenção da vida nas comunidades. Apesar disso, a construção das legislações que regem a atividade pesqueira no Brasil historicamente privilegiou a captura como aspecto central para o reconhecimento profissional. Diante dessa problemática, entre os anos de 2022 e 2023, demos início a pesquisa aqui apresentada que busca compreender o que é ser pescadora artesanal a partir de duas perspectivas: a do Estado brasileiro e a das próprias pescadoras artesanais do estuário da Lagoa dos Patos. Nossa análise é orientada pelas categorias de território normado e território usado, do professor Milton Santos. Metodologicamente, realizamos pesquisa bibliográfica, análise documental da legislação pesqueira e entrevistas semiestruturadas com seis pescadoras artesanais de diferentes localidades do estuário. Os resultados nos mostraram uma discrepância entre reconhecimento institucional do trabalho da pesca no Brasil e a multiplicidade de trabalhos, saberes e relações que constituem a identidade das pescadoras do estuário da Lagoa dos Patos. Para as entrevistadas, ser pescadora é tudo, é tradição, é autonomia, é pertencimento, é trabalho e é modo de vida.&nbsp;</span></p> Giulia Camara, Cristiano Quaresma de Paula Copyright (c) 2026 Giulia Camara, Cristiano Quaresma de Paula https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/285 seg, 05 out 2026 13:01:10 -0300