CAMINHOS PARA FORMALIZAÇÃO DO ACORDO DE PESCA CAMETAENSE, PARÁ, BRASIL
Resumo
O município de Cametá, localizado entre dois grandes projetos econômicos (UHE Tucuruí e o Complexo Albras-Alunorte), possui uma pujante economia baseada na pesca artesanal e no extrativismo do açaí. Neste contexto, conflitos são questões presentes nestes espaços e estão ligados às lutas das comunidades tradicionais pelo reconhecimento dos seus direitos. Logo, existindo um estado de crise no uso dos recursos pesqueiros e como estratégia de permanência nos seus territórios, as comunidades pesqueiras estão desenvolvendo uma nova forma de pensar, adaptando-se às novas condições socioambientais impostas. Surge então o acordo de pesca como elemento central para reduzir as pressões sobre os recursos pesqueiros. Na compreensão de que a gestão pesqueira se comporta como um sistema complexo e interligado, há que considerar uma abordagem sistêmica, baseada no estudo das interações que ocorrem entre os diferentes atores sociais locais. Para tanto, o trabalho busca compreender como os acordos de pesca estão favorecendo uma transformação sistemática no manejo comunitário da pesca artesanal para resistir às pressões e incertezas contemporâneas e impulsionar o desenvolvimento local. Como resultado, espera-se compreender o paradigma atual, em busca de definir ações para uma transformação sistemicamente desejável, culturalmente viável e eticamente defensável no manejo comunitário da pesca artesanal de Cametá.
Copyright (c) 2026 Jean Louchard Ferreira Soares Soares, Aquiles Simões Simões, Maria do Socorro Almeida Flores Maria do Socorro Almeida Flores

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